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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Rapa!!

Sexta-feira caminhava tranqüilo, tranqüilo pelo trecho da rua Uruguaiana, entre avenida Presidente Vargas e rua Buenos Aires. Ou seja, caminhava bem no furdunço do camelódromo, hoje já chamado de Mercado Popular da Uruguaiana. São dois galpões com boxes divididos onde se pode comprar eletrônicos, roupas, biscoitos, jogos para videogame, relógios e por aí vai.

Enquanto isso, na calçada, aparentemente produtos similares são vendidos sobre lonas, mesas improvisadas e vários marmanjos entregam santinhos de lugares que fazem empréstimos de dinheiro na hora, uma música alta que só rola dando o ritmo da confusão de gente que passa o tempo todo.

Eis que é só um uniforme cáqui da Guarda Municipal carioca ser avistado por um deles bem de leve na esquina que toda a movimentação da calçada se move ao mesmo tempo, como um grande bloco, para dentro do mercado popular. A informação corre como um relâmpago entre as camelôs que, numa passe de mágica, enfiam-se todos nas galerias estreitas. O que é feito com as mercadorias não sei, mas desconfio que sejam passados por cima dos balcões para as lojas, que são legalizadas para sumir com o flagrante e nada ser apreendido. Momentinhos de tensão. É os homens de cáqui irem embora que a feira continua.

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